quinta-feira, 26 de maio de 2011

amanheceu...


 Ali o amanhecer era lindo
O sol brilhava entre as montanhas
As aguas quase sempre
Tão calmas
Banhavam os rochedos
Levantando a maré
Dias tranquilos
Verdadeiro paraiso
Mar azul
O amor marcou meu coração
A saudade de você
Me deixou intenso
Sai correndo pela areia
Chamando o seu nome
Porque te amo
Porque te adoro
Porque te vejo
Em todo o lugar
doctor
imagem google

SIM

Sim, sou difícil de compreender,
Tão generoso e tão cruel,
Tão pacífico e tão guerreiro.

Não pense que não sofro,
Por vezes, na busca da paz,
Preciso agir como tolo.

Mesmo sem desejar,
Serei seu carrasco,
Quando dele você precisar,
E serei seu anjo do amor e da paz,
Para você se encontrar.

O poema que parece enrolado,
Com palavras desencontradas,
Assim como eu, terá um fim inesperado.

Procurei princesas pelo jardim,
Mas somente Rainhas vieram até mim,
Foi assim na primeira vez,
E será assim até o fim.

DOCTOR
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

SILENCIO

“Olha para mim hoje e sorri...
Mostra-me neste olhar que ainda existo...
Não digas nada...
Fica apenas aqui
E deixa que eu ouça o teu silêncio...”

¬ A.D. ¬

terça-feira, 3 de maio de 2011

CHUVA MOLHADA


Embaixo desta chuva fina
Nós dois aqui nesse jardim
Namorando flores
Só nos dois e ninguém mais
O meu olhar estava cheio
De malícias
Planos que eu tinha
Em te beijar
Mas a sua camiseta molhada
Pela chuva
Revelou algo maior e melhor
Seus seios rosados e duros
Eu não consegui disfarçar
Vendo eles levemente endurecidos
Colei o meu corpo no seu
E de propósito comecei a
Me esfregar em você
Sedução e loucura
Você entendeu a linguagem
Do meu corpo
E delicadamente levou
Minhas mãos...
Então eu pude sentí los
Enquanto nos beijávamos
A chuva molhava nossa carne
Sem que isso esfriasse
O nosso amor...



DCTOR
imagem google

quinta-feira, 28 de abril de 2011

VAZIO

Vazio no coração
Mas não adianta exigir
Ele já admitiu o amor
Encantou e fez a festa
Mas falta você aqui
Eu queria poder te convencer
A ficar comigo
Distância, tramas
E outros amores
Serviram de obstáculos
A sua beleza é algo
Brilhante
Um sorriso natural
Que encanta qualquer
Homem
O mundo evoluiu
E nessa roda estou EU
Tentando preencher
o vazio que você deixou
Derrubando velhos conceitos
E inventando novas maneiras
De viver e existir
Sou só amor



DCTOR

terça-feira, 12 de abril de 2011

A essência feminina


Ah, mulher...
Estratificando sua mente e alma
Encontra-se grandeza.
Reviravoltas hormonais.
Teu interior vulcânico,
Complexo processo rico e doloroso.
Todo o corpo é decadente e passageiro.
O que não a impede de ser vaidosa.
De ser criativa e inteligente.
No consciente: uma constelação inerente.
No inconsciente: mel e fel.
É nos teus sonhos que virá a cura.
Tuas janelas d'alma são preocupação e sedução.
Feliz e intensa serás, se não se deixar levar
Por preconceituosas óticas que paralisam.
E Deus recolherá tuas lágrimas,
Recompensada serás na hora certa.
Pois, a costela de Adão era feita de cálcio,
Mas, também de ligações de açúcares,
Cloreto de sódio e essência feminina.
Gerou-se então, o botão da flor sanguínea
Mulher, mãe, adolescente, idosa ou menina.
Cópia de Querubins e Serafins.
Suavidade e vida que cria vida.
Conforto doce cuja contemplação vicia...
Suas pernas, mesmo cansadas: são colunas.
Seus braços, seu colo quente e seu corpo:
São irresistíveis fontes de prazer para a criança.
Seja essa criança da idade que for...

(Elisa Maria Gasparini Torres)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MESTRE

Peço ao mestre dos mestres
Que é testemunho ocular,
Que se eu esquecer me ajude
Pois eu tenho que narrar,
O que Cabral e outras corjas
Fizeram nesse lugar.

Amigo caro leitor,
A quem tenho lealdade,
Vou falar desses algozes
Contar-lhes toda a verdade
Pra nunca ser esquecido
Tamanha imoralidade.

De Brasil “quinhentos anos”
Agora eu passo a falar,
Que há pouco tempo atrás
Alguém quis comemorar,
Mas aconteceram fatos
Que não quiseram lembrar.

Eu não sei se de propósito,
Ou por puro esquecimento,
Ou se fecharam os olhos
Pra algum acontecimento;
Eu só sei que muitos fatos
Não citaram no evento.

Quando Cabral cá chegou,
Em 22 de abril,
Encontrou muitas riquezas,
Inclusive o pau-brasil
E dele deu-se o nome
Pra essa terra varonil,

Encontrou muitos biomas,
Inclusive a Mata Atlântica,
Muitas áreas de Cerrado,
A Amazônia romântica.
De qualquer canto que olhava,
A vista era panorâmica.

A vegetação intensa,
De mata até a Caatinga,
Tinha matas ciliares,
E também a de restinga,
E água do pantanal
Prá abastecer a moringa.

Os rios eram todos limpos
Com peixes em quantidade,
Os índios eram milhões
Fazendo festividade,
Tomavam banho e pescavam,
Demonstrando agilidade.

Viviam grande harmonia
Nas tribos em que moravam,
Curumins brincavam livres
Na terra que tanto amavam,
Sem saber que os estranhos
De longe os observavam.

Os índios quando notaram
Estranhos nas suas terras,
Ficaram muito espantados,
Alguns fugiram pras serras,
E outros foram correndo,
Mas muitos travaram guerras.

E Cabral com suas tropas
Bolaram logo um plano
Pra chegar perto dos índios,
Sem cometer um engano,
Pois, qualquer pisada em falso,
Entrariam pelo cano.

Depois de muito tentar
E muitos homens perder,
Os índios iam lutando,
Pois não queriam ceder,
Até que milhares deles
Começaram a morrer.

Passando o tempo, os brancos,
Alguns índios conquistavam,
Mas para conseguir isso,
Até presente lhes davam.
Com outros não tinha acordo,
E a lutar continuavam.

Mas aos poucos descobriram
Mais riquezas pra levar,
Que além do pau-brasil
Tinha muito a explorar,
Ouro, bauxita e prata,
Minério em todo lugar.

A notícia das riquezas
Pela Europa chegou,
E mais do que de repente
A França pra cá mandou,
Homens para conhecer
O que de bom se falou.

Desta forma, outros países
Por aqui também chegavam,
As missões eram as mesmas
Dos outros que aqui estavam:
Extraindo e devastando,
Tudo aquilo que encontravam.

Em meio a todo furdunço
E toda aquela masmorra,
Portugal tomou as rédeas
Pra botar ordem na zorra,
Mas quando a coisa está feia,
Não há santo que socorra!

Em mil quinhentos e trinta
Uma expedição chegou:
Era a “colonizadora”,
Que aqui desembarcou.
“Agora aqui vai ter ordem!”
Logo seu chefe gritou.

Esse era Martin Afonso,
Que um povoado fundou.
Foi de Vila São Vicente
O nome que ele chamou,
Deixando logo bem claro
Que a colônia começou.

A missão da expedição,
Além de colonizar,
Era expulsar daqui
Os povos de outro lugar,
Que queriam as riquezas
Daqui também retirar.

Travaram-se grandes lutas,
Matavam por desaforo,
Tudo isso por ganância
E a conquista do ouro
E também do pau-brasil,
Que valia um tesouro.

Dos índios tomavam as terras,
Os que lutavam morriam,
Porém os prisioneiros
Catequizados seriam.
Depois de feitos escravos,
Todo serviço faziam (...)
http://narradoresdecordel.blogspot.comAssis Coimbra. todos direitos reservados.Abraços "CORDELADOS"

sábado, 26 de março de 2011

Pois vou levar um cordel, que é pra Jesus Cristo ler.
























Mote e glosa: Assis Coimbra.
No meu “versin” acanhado
Expresso minha cultura,
Para toda criatura
Até pra quem é letrado.
Pra juiz, advogado,
Eu faço a todos saber.
Que no dia que eu morrer
Deixo casa, deixo anel
POIS VOU LEVAR UM CORDEL,
QUE É PRA JESUS CRISTO LER.

Já fiz roça e arranquei toco
Já dancei coco na feira,
Já cacei com baladeira
Já cantei e fiquei rouco.
De tudo já fiz um pouco.
Pra poder sobreviver.
Mas tenho muito que aprender
Pra ser um bom menestrel.
POIS VOU LEVAR UM CORDEL,
QUE É PRA JESUS CRISTO LER.

Assis Coimbra. Abraços “CORDELADOS”

quarta-feira, 9 de março de 2011

FECHEI OS OLHOS



Fechei os olhos
E na escuridão do olhar
Vi-te chegar

Fechei os olhos
E naquele instante senti o teu perfume
O teu sorriso no ar

O lume gritante na lareira
O vinho deitado na mesa
E os nossos corpos entrelançados

Fechei os olhos
E senti a tua pele doce e quente
O teu sabor a desejo insaciado

Fechei os olhos
E os teus seios
Debruçaram-se nos meus lábios

Fechei os olhos
E a minha boca
Procurou a fonte do teu desejo

Os teus gemidos constantes
A humidade no teu sexo
O respirar apressado

Fechei os olhos
E fiz amor contigo novamente
Penetrei-te docemente

Fechei os olhos
Senti-te vibrar comigo
Senti os teus gemidos selvagens

Fechei os olhos
E ouvi baixinho no meu ouvido
Ame-me novamente....

POETA DAS MARÉS

terça-feira, 8 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

RASTROS

 Rastros


Cicatrizes reticentes nos versos
Pegadas profundas na alma ferida
Vestígios das idas e regressos
Marcas indeléveis no pulsar da Vida...


Trilhas absolutas no chão de cristal
Resíduos incandescentes nas veias
Resquícios inabaláveis do sonho de sal
Sinais inflexíveis povoados nas areias...


Estigmas rastejantes
no oceano da fantasia
Indícios resultantes
da esperança vazia...


(HEros Poetah